DotA 2: A Espera Acabou

Por Israel

É isso. Acabou.

E sim. Faz tempo.

NÃO CONSIGO PARAR DE JOGAR, ALGUÉM ME AJUDE.

Então meus queridos leitores, no dia 12 de janeiro (como poderia me esquecer), finalmente ganhei minha chave para jogar o BETA do DOTA2. Isso após me inscrever nos sorteios diários de chaves do site oficial do jogo: www.playdota.com. O mais engraçado: isso demorou apenas UMA semana. Dia 5 quinta feira comecei a participar e 7 dias depois, pimba, tava na mão.

Vocês devem se perguntar: "E porque diabos estás contando isso agora mais de um mês depois?". Bom, só consegui parar de jogar agora. o_o"

Então, ai vai minhas impressões mais que iniciais.

DOTA2 - O mesmo jogo, só que muito melhor.

No momento em que se entra no menu do jogo, já temos a sensação de um jogo bem mais inteiro e não mais apenas um mod (obviamente).


Tela Principal


A parte mais significativa aqui, evidentemente é o matchmaking, acessado pela aba "Jogar", sistema que permite encontrar partidas com apenas um clique. A grande sacada aqui é poder montar um grupo, convidando seus amigos e ai sim buscar por um jogo, desta forma vocês sempre ficarão no mesmo time. Outra coisa legal é que o sistema da preferência em agrupar jogos com jogadores que tenham uma conduta semelhante, ou seja: quitters (saem no meio do jogo) jogam com quitters, e haters (que ficam atormentando os jogadores in-game) jogam com haters, e pessoas comuns jogam com pessoas comuns. Falarei mais sobre isso depois.


Clicando em buscar, começa a diversão.


E sobre o jogo propriamente dito? Bom, como é bem sabido, DOTA2 é um jogo cooperativo, extremamente competitivo, e normalmente jogado em 5 vs 5. E nada melhor que ter seus amigos juntos nesse processo, e por isso a Valve vem distribuindo 1 chave e +2 de brinde, para serem compartilhadas, logo meus jogos sempre tem sido com pelo menos mais um djow de backup.

A maior e mais gritante mudança vista inicialmente são os gráficos. Que são muuuuuuuuuuuuito melhores do que o antigo Warcraft 3. O que é o mínimo a se esperar, já que é um jogo de 2002 contra um de 2012. Os gráficos são muito bons: árvores projetam sombras realísticas no cenário que é modelado de uma forma bastante "viva", com pequenos animais passeando pela floresta. O rio que corta o mapa é um destaque a parte, fazendo reflexões em tempo real dos heróis que por ele travessam. E por falar em heróis, pode ter certeza que estes estão super detalhados e mais importante, cada um com uma identidade visual bastante própria. A direção artística do jogo remete um pouco ao Team Fortress 2, em lembrar uma animação cartunesca, mas tem sua identidade própria em relação ao TF2, então não espere achar um Heavy ou um Scout no meio dos heróis (pelo menos por enquanto).

A parte sonora é um show a parte. Primeiramente a fatídica música do Warcraft foi trocada por um tema orquestrado muito bem produzido que vária automaticamente com a situação do jogo. Nada acontecendo, uma música misteriosa. Heróis apenas se estudando de cada lado do rio, música tensa. Nos combates entre equipe temos uma música a lá Star Wars durante lutas de lightsabers. Agora o que realmente se destaca é o excelente trabalho da Valve em dar vida aos personagens. Cada um tem uma série gigantescas de falas, que variam conforme acontecimentos do jogo como: momento de fazer deny de creeps, last hit em creeps, ultimates, quando se mata um herói, durante o uso de habilidades e até momentos inusitados como quando voltam à vida, erram uma habilidade ou em situações específicas com outros heróis (Lina e Crystal Maiden), ou ainda até com itens relacionados a build! É realmente divertido ver algumas falas dos personagens, o que acrescenta um carisma tipicamente Team Fortressiano ao jogo.


Windrunner ficou bastante formosa. o.o'


No que diz respeito a gameplay, é o mesmo jogo. Desde balanceamento de personagens, velocidade, timing de ataques, em fim está tudo lá igual o original, só que com uma roupagem extremamente refinada. A grande vantagem aqui é na forma que a interface gráfica com o usuário foi aprimorada. As habilidades dos heróis estão por padrão nas telas Q, W, E, R e você pode ativar uma habilidade como a Ice Arrows, da Drow Ranger com ALT+Q. Com isso, pode-se esquecer de ter que usar programas externos como o famoso DotaToolKit, que servia apenas para customizar os atalhos. Todos os botões podem ser configurados no menu do jogo, como por exemplo selecionar o Courier com a tecla F2, ou usar os itens do inventário nos números (por padrão no teclado numérico).


Enquanto estiver com o mouse em cima da habilidade, você verá o range dela.


No que diz respeito a interface a mudança mais chocante sem dúvida é a loja. No original tínhamos várias lojas onde cada uma vendia um conjunto de itens diferentes. No DOTA2 não precisamos clicar na loja (que é o vendedor gordo do trailer do jogo). As compras podem ser feitas diretamente pelo botão AMARELO CINTILANTE, com o sugestivo nome de Shop. A loja é dividida em 2 categorias, "itens básicos" e "itens de upgrade" (os itens que são evoluções dos itens básicos). Cada categoria tem mais algumas divisões como "itens consumíveis", "itens de ataque", "itens de defesa", e por ai vai. O mais interessante é que sabendo o nome do item você pode escrever ele no canto superior direito em uma barra de busca, permitindo achar "Arcane Boots" com "ARC" ou "Aghanin Scepter" com "AG S"


Loja do jogo com itens sendo filtrados no canto superior direito.


Agora a melhoria que pra mim é a mais significativa, e que me deixa completamente perdido agora quando jogo o DOTA1 com meus miguxos é o que chamo de: "Área de Pré-Compra". Uma região acima do seu inventário onde você pode arrastar qualquer item da loja para ali, seja ele composto ou não. No caso de ser um item composto (como o Aghanin Scepter que precisa de 4 outros itens), um pequeno ícone de cada item ira aparecer nesta área. Neste momento, tendo o dinheiro necessário, basta clicar com o botão direita em cima do "item pré-comprado" que ele vai automaticamente para o seu stash. Caso você esteja perto de uma loja ele vai direto para o seu inventário, lembrando que itens da loja secreta só podem ser comprados com o seu herói ou Courier por perto. Isso agiliza tremendamente a compra dos itens, e principalmente aos perdidos que se confundem tentando achar os itens nas lojas.


Basta clicar com o botão direito em cima de cada item para compra-lo a qualquer momento.


Uma outra grande mudança para os novatos (e veteramos meia boca, né Bob e eu mesmo?), é a inclusão das builds de itens recomendadas. Quando você abre a loja, sempre aparece uma janela lateral indicando os melhores itens para cada fase do jogo (início, mid game / core itens e late game). Obviamente essa lista sugerida vária para cada personagem, o que ajuda MUITO na hora de aprender a jogar com um novo personagem. O legal é que você pode comprar os itens sugeridos diretamente com o botão direito o que também agiliza bastante o trabalho (além de poder arrasta-los para a área de pré-compra).


Itens sugeridos e a descrição do famoso Manta Style


Mais uma mudança é a tela de seleção de personagens. Antigamente, assim como as lojas, havia uma casa para cada grupo de personagens. Agora a seleção é feita no início do jogo numa tela separada, onde aparece a lista com todos os personagens, no melhor estilo STREET FIGHTER. Caso você esteja clicando em cima de um personagem ele irá aparecer em cinza para seus aliados verem o que você está pensando. Caso você se sinta COCUDO (como nosso amigo Siri), também pode-se escolher o modo aleatório de escolha para embolsar algum ouro extra logo no início, desde que é claro, o modo de jogo não seja all-random, vulgo AR. Falando sobre os modos, estes são escolhidos ANTES de iniciar o matchmaking, lá você pode definir quais modos de jogo esta disposto a jogar. Os modos atualmente são All-Pick (AP, vale todos os personagens), Single-Draft (SD, você escolhe um entre 3 personagens aleatórios) e o Captains-Draft(CD, você... bem, é muito complicado para explicar num parenteses. o.o').

Seleção de heróis a la Street Fighter.


E por último mas não menos importante. Agora temos uma barra azul gritante na hora que está se executando uma habilidade de channeling (o jogador tem que ficar parado para carregar). Uma verdadeira mão na roda para não desperdiçar portais ou outras habilidades como o ultimate do Sand King.



Barra Azul indicando que algo esta ocorrendo (scroll no caso).


Existem vários outros recursos ainda no jogo, como possibilidade de assistir jogos de outros jogadores e salvar replays. Nestes modos é possível ver a perspectiva do usuário que mostra como o jogador esta movimentando o mouse e clicando nos itens. Bastante útil como aprendizado. Outro recurso é poder elogiar/denunciar jogadores por boa/má conduta. As consequências disso ainda são meio obscuras, mas a Valve frisou que vai trabalhar duro para por os haters fiquem atrás das grades, já que são bastante comuns num jogo que é extremamente hostil para novatos. Então, vamos nos tratar decentemente, mesmo com os noobs, já que estes podem estar lhe elogiando como bom jogador. O que teoricamente ocorre, é que o matchmaking coloque haters para jogar com haters, e parceiros para jogar com parceiros, como disse anteriormente.


Esqueci de tirar foto da parte de denúncias, então fiquem com a imagem do seu profile (tenho 4 elogios como jogador)


E é isso, o que posso dizer sobre o jogo? Já tenho 81 horas de jogo e subindo com um jogo que é BETA. É quase meu jogo mais jogado, e em breve será. Da forma que está hoje e o jogo pra mim já é 5 estrelas. Sendo que ainda há muita coisa pela frente, como novos heróis (acho que temos uns 79 hoje, em relação aos 100++ do original), modo de tutor para novatos, sistema de experiência, rankings mundiais e por ai vai!

Minha recomendação é: se você tiver a chance de pegar uma chave do DOTA2, faça isso. E mande sua vida social pro LIMBO, logo na sequência.

Must Have. Simplesmente o melhor multiplayer competitivo que pode ser encontrado. Não vou colocar nem estrelinhas, porque vou ser tendencioso e colocar 6. o_o'

Até a próxima pessoal.

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Yakuza Moon - Memórias da filha de gângster (2010)

Por Cássio Nandi Citadin

Uma história crua e chocante da trajetória dos envolvimentos amorosos e da vida familiar nos anais da Yakuza. O retrato de um mundo vil e desprovido de glamour que certamento não cairá nas graças da opinião pública tão cedo. - The Wall Street Journal querendo dizer, "esse livro não vai virar filme"

Capa nacional, semelhante a versões de outros países


Ficha Técnica 
Autora: Shoko Tendo
Editora: Livros Escala
Ano da edição brasileira: 2010
Edição Nº:1
Páginas: 248
Formato: 16 x 22 cm
Título Original (inglês): Yakuza Moon: memoirs of a gangster's daughter
Ano original: 2004

Sinopse

Esta obra é o relato verídico sobre a luta bem-sucedida de uma jovem mulher, filha de um poderoso chefe da Yakuza, para escapar do ostracismo e do abuso.
Também uma rara oportunidade de entrar no hermético mundo da tradicional organização do crime organizado do Japão e, o melhor, a partir de um ponto de vista privilegiado.

Edição

A tradução ficou por conta de Daniela P. B Dias, e está impecável. A arte da capa, que na verdade é a tatuagem enorme que cobre o corpo da autora, segue o padrão das edições internacionais. O material da capa e contra-capa é de ótima qualidade, com aquela fina camada de plastico pretetor e as folhas são brancas.
O livro possui um espaçamento entre linhas maior do que estou acostumado a ver, mas bastante agradável. Foram adicionados os nomes dos capítulos no topo da página e utilizadas fontes estilizadas para dar nome aos mesmos no início seu início. Notas de rodapé também auxiliam o noob em cultura japonesa a se encontrar no meio das girias e diferenças culturais.
Uma das imagens no meio do livro

As imagens internas do livro, que ilustram alguns momentos da vida de Shoko Tendo, infelizmente estão em preto e branco e qualidade baixa. Nada que não possa ser visto no facebook do próprio livro.
A primeira edição brasileira parece ser essa que eu tenho (presente de aniversário dado pela Karen), de 2010, porém, em lojas virtuais notei que a editora Larousse é mencionada na edição de 2011. No fundo parecem ser a mesma editora.




Opinião

Não sou grande adepto de relatos reais, sempre preferindo ficções e mundos fantásticos, mas fiquei muito agradado ao mergulha nesse tipo de literatura com Yakuza Moon. Sentia como se alguém estivesse fofocando sobre a vida de alguém para mim (homens gostam de fofoca também, Há!). A escrita não é embuída de floreios e poesia, mas não é bruta ou seca, ficando bem acessível.

Não tenho como passar spoilers sobre o livro, até por que a história esta resumida na sinopse. Shoko cresce em meio a violência e riqueza dos Yakuza, se mete em muitas encrencas com uma turminha da pesada (sério), tem uma vida amorosa conturbada e se droga muito. Ao final supera seus fantasmas por volta dos trinta anos.

E a Yakuza onde fica nisso tudo? Não espere uma descrição completa sobre o funcionamento das unidades da máfia japonesa. Shoko fala no prefácio que decidiu por não contar nada incriminador e até mudar os nomes quando necessário para evitar chamar atenção dos tatuados.

Agora, se eu sabia a história e sabia que não haveria detalhes fortes sobre a Yakuza, por que me dei ao trabalho de ler? Aqui entra a mágica que tornou esse livro famoso em quase vinte línguas diferentes: Empatia.
Okay, deixe-me explicar: sabe quando uma pessoa te conta um causo e você se sente mal por ela, ou fica com as pernas moles e começa a suar, ou ainda ri ou fica feliz junto? É isso, Shoko passa por tanta desgraça que você acaba se identificando com algumas delas.
Quantos dos leitores não tiveram um pai alcoólatra, uma falência desastrosa na família, alguém próximo sendo abatido pelo câncer, ou caindo em drogas pesadas, ou viciado em jogos de azar, ou sofrendo de bullying na escola, ou depressão, violência doméstica, ou um filho envolvido em gangs de motoqueiros com penteados de animê (certo, isso não é tão comum, mas pode acontecer). Enfim, são tantas coisas que é certeza que ao ler você vai "simpatizar" com a causa da moça, torcer por ela, ou tentar entender como e se ela venceu alguns desses desafios. E quando você está com esse interesse, esse sentimento humano correndo pela cabeça, não da muita atenção aos detalhes (ou falta) sobre a Yakuza.

Quem melhor para falar sobre uma vida do que a própria dona? Gostei muito de conhecer a história dessa moça que mora do outro lado do mundo.
Só lendo para entender o motivo da tatuagem huge

Atenção Otakus: Boa parte da juventude de Shoko se passa dentro de gangues yankis. É interessante saber que aquelas gangues escolares de animes (lembra do Yu-Yu-Hakusho?) existem e são bem piores do que se imagina, com muita droga e violência envolvida, e sem super poderes ou engraçados como Cromartie High School.
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Harry Potter - Das Páginas Para A Tela: A Jornada Completa Das Filmagens

Por Michel de Medeiros Marcon


Lançado no final do ano de 2011 nas principais livrarias do Brasil, o livro possui informações desde a primeira história de A Pedra Filosofal até As Relíquias da Morte - Parte 2. Ele é item obrigatório de qualquer colecionador fissurado. Me senti obrigado a comprar para fazer um review dessa espetacular obra. Confesso que alguns amigos ficaram loucos quando viram o livro e o seu conteúdo. Uma força consumista invadiu seus corpos e eles também começaram a desejar o livro, like Smeagol e O anel.

Ilustrações com belíssimos detalhes



Algumas fotos, desenhos e rascunhos por todo o livro



O livro conta com mais de 600 imagens dos bastidores dos filmes do bruxo. Possui muitas informações e materiais inéditos distribuídos em mais de 500 páginas. É inacreditável a qualidade do livro, fotos em alta resolução, vários posters, gravuras e rascunhos de ficar boquiaberto sobre esse universo e a obra em si.

Índice do livro





Detalhes ocultos que aparecem conforme a incidência da luz na folha



Isso mesmo, um poster de 3 páginas dentro do livro e ele não é o único!
 


Fotos dos set's de filmagem de Harry Potter



Afirmo que esse livro é a bíblia do Harry Potter, o mais abrangente de todos os livros já lançados sobre essa fabulosa série. O livro possui capa dura e as folhas são de uma qualidade incrível como pode notar nas fotos acima.

Minha mão já não é muito grande, em cima do livro fica menor ainda



O livro é realmente grande e pesado



Parabenizo a editora Panini Comics pelo lançamento dessa obra. Não há muito o que falar sobre ele, resta apenas admirá-lo e usufruir de cada momento que estive com ele sob a minha posse. Obs: Sim, comprei-o para fazer esse review e então dei de presente para uma pessoa. Desejo que ela faça bom uso. :)
Espero que vocês tenham gostado desse pequeno review. As imagens acima falam por si só sobre o sucesso do bruxo. Recomendo aos fãs!
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Tropico - Simulador de Fidel Castro (2001)

Por Cássio Nandi Citadin

Tropico: Você que manda!

Tropico é um game para PC e Mac lançado no inicio da década passada (me sinto velho falando isso). Desenvolvido pela PopTop Software (Série Tropico, Railroad Tycoon III), que se juntou a Take-Two Interactive e a Firaxis Games do mega game designer Sid Meier.

Para situar o estimado leitor, 2001 foi o ano de jogos como Civilization 3, Empire Earth, Diablo 2: LoD, Black & White, Halo, Metal Gear Solid 2. O jogo também é lembrado por ser apresentado no Shoptime pelo Takeshi (se não me engano, traduzido para pt-br). Okay, ainda não lembra de Tropico? Deve ser porque na época jogos do estilo God game eram febre, e ótimos títulos concorriam, ofuscando essa pérola caribenha.

Uma ditadura bem no inicio de sua vida tranquila (ou não)

Na ilha de Tropico, você foi escolhido para ser El Presidente, numa alusão ao socialista Fidel Castro, presidente/rei/boss de Cuba, e seu amigo Che. Com seus poderes recém adquiridos, você deve administrar pensando na felicidade do povo, na saúde financeira da nação e na sua conta secreta na Suiça.
O contexto é a segunda metade do século 20, abrangendo o período da guerra fria, o que torna EUA e Russia o centro do mundo exterior de Tropico. São os únicos países prontos para lhe ajudar ... ou não. Para conhecedores da história moderna, existem momentos no jogo que são pura zoação com fatos importantes, como a Crise dos misseis em Cuba.

Jogabilidade

Assim como vários outros games de estratégia e gerenciamento de recursos (Farmvilles da vida), você deve conseguir recursos como comida, madeira, menerais e tentar converter o máximo disso em dinheiro. A grana deve ser investida em melhorias na infraestrutura da ilha, permitindo o avanço economico, social e claro, lhe deixando no poder.

Em suas mãos estão dezenas de construções, entre cortiços, apartamentos, fabricas de jóias e enlatados, hotéis, bares, hospitais, igrejas e atrações turísticas. Você seleciona a construção e deve encontrar o local mais limpo e plano para seus trabalhadores levantarem a obra. A expansão Paradise Island trouxe várias novidades para a área do turismo, além de algumas construções militares.
A expansão Paradise Island

Um diferencial importante de Tropico, é que você não comanda os cidadões. Cada pessoa da ilha tem nome, idade, local de nascimento e desejos, o que os torna únicos. E como eles tem vida própria, você não pode mandar Pedro Munhoz ser lenhador ou Maria Batista se tornar professora. Eles agem por conta, buscando o emprego em que melhor se encaixam (suas habilidades) e claro, preferindo o melhor salário (que você deve regular).

Enrique, Rosa e Tomás tem necessidades e empregos diferentes

A aparência da pessoa indica sua ocupação: construtor, professor, padre, turista etc

Antes de começar seu regime, é necessário escolher seu avatar. As opções variam entre várias personalidades cult e políticos das décadas passadas. Cada um deles possui diversas caracteristicas como a forma como chegou ao poder, qualidades e defeitos, e cada detalhe trás modificadores dentro do jogo. Por exemplo, se você foi colocado no poder pela CIA, seu relacionamento com os EUA é muito bom. Você também pode editar um dos ditadores e monta-lo como desejar.

Alguns dos ditadores disponíveis.


Não há modo campanha, mas outras duas formas de jogo:

  • Os Cenários - Scenarios te colocam em uma posição determinada de um jogo em andamento ou um novo com algum objetivo específico para vencer.
  • Sandbox - ou caixa de areia, te permite criar uma ilhada o zero, escolhendo quantidade de vegetação, minerais, agua, tipo de solo (o que te permite plantar colheitas mais lucrativas como tabaco, ou baratas como milho). Também deve ser feita e escolha ou personalização do presidente.
Tela de criação de ilha no modo Sandbox

Ameaças

Existem algumas formas de perder seu emprego como El Presidente, e a população é responsável por 90% delas.
Essa população vai lhe elogiar, adorar ter um estádio de futebol e comida de sobra, mas quando você deixar um só aspecto da felicidade deles de lado, eles vão esquecer tudo. Existe chance de insurreições e do povo formar um grupo de rebeldes e atacar sistematicamente a infraestrutura da ilha. Manifestações populares também tem o poder de lhe tirar da escrivaninha do El Presidente, seja pela falta de dinheiro em caixa ou por ter esquecido de fazer algumas igrejas. A população é um inimigo implacável.

O cortiço é a residência com maior custo beneficio para El Presente. Óbvio que a população acha uma porcaria.


E não importa o quanto as pessoas estejam felizes, a cada 5-8 anos elas pedem por uma eleição, onde é anunciado o concorrente direto. Se sua popularidade estiver em baixa (vai estar na maior parte do tempo), você pode cuidar da situação oferencendo um dinheiro ou mesmo mandando elimina-lo. Mas cuidado, alguém descobrirá o fato e poderá usa-lo tirar pontos de respeito seu, e a família não esquecerá o fato.

O próprio sistema de economia do jogo é um vilão. Se o jogador não ficar ligado no preço que cobra dos alugueis, pode estar levando um rombo nos cofres. Ou ainda, uma industria que não tem matéria prima consome energia elétrica e não consegue pagar o investimento. Plantações em terra imprópria também não produzem. Conta negativa faz o Banco  Internacional limitar o pagamento dos peões, o que denovo, pode gerar uma revolta em torno você, El Presidente.

O jogo ainda possui a chance (configurável) de acontecimentos aleatórios. Os acontecimentos variam entre desastres naturais como terremotos e tornados que levam suas casas e plantações, até a visitas papais e ocilações no preço da exportação da bauxita. No geral essas situações, quando catastróficas, lhe trazem um grau de dificuldade além, pois mesmo com a ajuda internacional em dinheiro, a população vai xiar e ficar infeliz DENOVO.

Como se não bastasse a política interna, existe a externa, que é direta. Você deve escolher entre EUA ou Russia, e fazer de tudo para conseguir apoio total de um das duas potências o mais rápido que puder. Caso você favoreça um das duas potências mas não feche um acordo para instalação da base militar, você corre série risco de ser invadido e destituido de seus poderes.
Destroyer americano rondando sua ilha. Mal sinal.


Opinião

Para se tornar ainda mais caricato, o jogo possui trilha sonora caribenha. O acordeon, violões e corais de voz seca cantando letras hispânicas alegres dão um ar de leveza e comédia ao desafio, diluindo a seriedade dos assuntos em uma ironia geopolítica. A versão russa parece ter uma música do Lou Bega na trilha sonora, o que justifica a presença dele entre os ditadores selecionáveis.
Zoom distante para visão geral da ilha

Os gráficos isométricos remetem ao clássico Age of Empires, adicionado um toque 3D nos personagens. Prato cheio para fãs do estilo isométrico Vintage. Infelizmente não é possível usar uma resolução maior que 1024x768, limitação do software da época.

A dificuldade do jogo é impressionante, e curva de aprendizagem médio-longa não ajuda muito. Existe o relato de um jogador que conseguiu vencer um jogo com tudo na maior dificuldade, e falou que teve que prender 1/3 da população da ilha. Não é fácil começar a vencer partidas aleatórias, e é impossível terminar os Scenarios. Apesar do tutorial ser bem mastigadinho, ele não é completo, deixando toda a cadeia de produção de fora da explicação. Algo que pode ajudar é a tradução em pt-br da GameVicio.

Ótimas leituras são os guias do JPaterson e do SimuLord onde são esmiuçadas estratégias de players experientes. Existe também um manual achável no Google. Um portal dedicado ao game é o Cafe Tropico.


Hoje tropico é encontrado na Steam, Nuuvem em alguns outros distribuidores digitais nas versões Reloaded (Tropico + Tropico 2) e Trilogy (Reloaded + Tropico 3 e expansão).
Tropico Trilogy, eu TENHO! =)

O meu Tropico Trilogy veio de presente do Cassiano no amigo secreto do trabalho, o qual eu fiquei muito agradecido porque era meu sonho jogar esse game desde criança! E por incrível que pareça, não recomendo o primeiro jogo, afinal, existem as novas versões com melhores gráficos, interface e mecânicas.
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Deixados para trás - 10 - O Remanescente: No limiar do Armagedom (2002)

Por Cássio Nandi Citadin

Para saber mais sobre a Franquia Deixados para trás, leia aqui.

*** ATENÇÃO: Spoilers do Livro Profanação ***

Derramou o quinta (anjo) a sua taça sobre o trono da besta, cujo reino se tornou em trevas, e os homens remordiam a língua por causa da dor que sentiam e blasfemaram o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam; e não se arrependeram de suas obras. -
Apocalipse 16.10-11
O décimo volume da série Deixados para trás, O Remanescente, chega bem diferente do esperado. Continue lendo e entenda o motivo.

Ficha Técnica
Autor: JERRY B. JENKINS e TIM LAHAYE
Idioma (original): Inglês
País: Estados Unidos da América
Genêro: Ficção, Religioso
Série: Left Behind
Volume 10: The Remnant: On the Brink of Armageddon
Lançamento: 2002

No Brasil
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Editora: United Press
Lançamento: 2003

Na capa, Petra, talvez sob o efeito do ataque da CG

Sinopse

A Terra, agora, completamente devastada após 3 anos e meio sob o domínio do anticristo, é apenas uma lembrança de sua beleza original e se arrasta sob o peso dos terríveis julgamentos vindos do céu. A fúria de Nicolae Carpathia inflama-se cada vez mais contra todos aqueles que não juraram total lealdade a ele. É chegada a hora de sua vingança. Seus inimigos aglomeram-se no lugar ideal para uma destruição em massa. Ninguém poderá sair vivo dali, a não ser por milagre. Todas as máscaras caem por terra, inclusive a do anticristo, enquanto o planeta caminha a passos largos rumo ao Armagedom - a última batalha entre o bem e o mal.

Opinião

Esse volume tem duas partes distintas.

A primeira, que toma dois terços das páginas, predomina ação. Acompanha a queda das bombas em Petra, o drama de Grande George Sebastian no cativeiro (o remanescente, creio eu), e a missão de resgate com Mac, Hanna e Chloe.
Nessa parte o tema são métodos de fuga, táticas de guerilha, guia de sobrevivência sem água e comida, meditação para sequestrados, como armar uma .50, como matar pessoas com os braços para trás e algemados, e várias coisas que você deve ter visto nos filmes do Rambo.
Bem inesperada Temos um thriller policial/espionagem muito legal, até bem inexperado pela forma de narrativa escolhida, sem muitas orações ou intervenções divinas. Inclusive, Carpathia não da muito as caras.
É válido dizer que toda essa ação foram dois ou três dias.
Petra envolta pela proteção divina

A segunda parte nos mostra uma visão mais superficial e geral sobre o estado em que o mundo se encontra. Depois dos mares e nascentes se tornarem sangue, muita gente morrer, a infraestrutura fica as migalhas, o mundo mergulha em um caos. A descrição dos fatos é rápida, sem entrar em detalhes de sócio-económicos, mas apenas dando uma pincelada sobre os fatos mais marcantes para a população, tanto crentes quando CG e indecisos. Temos avanços de meses na história, chegando aos 5 anos dentro da Tribulação.

Carpathia retorna com destaque, revelando seu comportamento cada o vez mais Evil, obsecado pelo poder e a caçada aos que não receberam a marca, é divertido ver suas ordens e planos maléficos, e ver que muitos não tem sucesso.

A primeira parte do livro como relatei, pelo bom ritmo, faz O Remanescente figurar entre os melhores livros da série até então.

PS: Após ler Armagedom, notei que o termo remanescente é utilizado várias vezes para designar os crentes que vivem em Petra. Dessa forma, concluímos que O Remanescente é O Povo que restou na cidade, e não George Sebastian como eu havia imaginado. O interessante é de forma alguma isso fica entendido nesse livro, o que já ocorreu em outros volumes como A Colheita.
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Campanha: Cai aqui Beto #CAIAQUIBETO

Por Cássio Nandi Citadin

Essa semana está rolando uma campanha bastante criativa aqui na nossa cidade, que já está nas redes sociais divertindo os moradores de Tubarão. O banner é auto-explicativo.


Saiu até na TV rapaziada, com participação do personagem principal, o Beto.



Para quem tiver interesse em aprender as técnicas de queda+solução de problemas urbanos de infraestrutura, O Beto Lima costuma pedalar com o pessoal do Giba Cicle.

Link da Fanpage
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